
Dar paços em falso?
Recuar e ver o arrependimento sob a angustia... Não me leves a solidao pois é a única coisa que me pertence. Não me leves as formas do corpo como se quisesses explorar o meu coração.
Econde o desejo, sacia o amor. Vende lágrimas e oferece gestos.
Vou ao alto da torre e grito de dor, angustia e saudade do que foi e não do que é! Perco-me entre as pedras duras e tento alcançar o pomar. Não chego ao destino com sucesso, caio entre o chao de terra humida e o céu! Estrelado ou Escuro? Depende... se tiver ou não a estrela que sempre me guiou... Luto contra as tempestades para chegar ao final e não alcançar o Sol, apenas destroços de alma e sentimentos. Valores e crenças caem e a revolta ergue-se com força de quem derruba todo o mundo da vida até então escrita. O destino deixa de existir, o amor de se acreditar!
A fé que dizem ser a última a morrer, desfalece e fica pálida e gélida como a neve. Porque se a morte diz fazer-nos crescer, a mim mata-me, desfaz-me em pedaços de lágrimas e Porquês! Faz com que algo ou quase tudo em mim morra todos os dias não ficando apenas pela saudade dura de suporta, linda de ser relembrada!
Não!Basta!!
Quero-os e isso nada muda. Medo de haver mais uma novidade que nunca a entenderei e que aos poucos faça com que eu me vire contra Deus.
E como se isso não bastasse culpar-me por todos os males.Julgar-me e sacrificando-me, batendo-me intensivamente até causar ferida sem sarar, dizendo ao relógio para que os segundos não me batam, os minutos não me compreendam e as horas não me amem. Passando o dia não darei mais á corda, poupando o relógio não de bolso mas sim na gaveta do esquecimento e da eternidade...
... ... ...para sempre eu, para sempre em busca de mim mesma:
Deixa-me voar!
Quero adormecer...
Faz-me acreditar...
Sentada na poltrona do destino
Coragem de leão? Não... Fracasso de presa!
Vitima? Menos forte!
É Viver ou é Alucinação?
Parar ou Recomeçar?!
Tapa-me os olhos quando o meu olhar insiste em demonstrar o oposto ao que sinto.
Procuro-te entre sombras da noite, entre vozes que ecoam a escuridão...
Quem es TU? Nem eu nem tu o sabemos. Talvez não existas, e insista em querer o passado!
(PatríciAntão)
ai ai!!!